17.1.06

pai e filho

Os dois passam pouco tempo juntos e principalmente pouco tempo a dois. Eu porque chego mais cedo vou buscá-lo à escolinha, dou-lhe banho e jantar e quando o pai chega já o sono anda na vizinhança. Não podemos evitar que isso se reflicta na relação. Eles, os miúdos, são de uma transparência cruel. Talvez por isso a expressão "não qu'e pai" lhe saia da boca mais vezes do que gostaríamos. (o Brazelton terá uma explicação melhor para isto, acredito eu). Normalmente em momento que eu penso serem mais "femininos". De noite ou deitar, no meio dela ou de manhã ao acordar, por exemplo.

Mas os dois, pai e filho, têm uma relação forte e bonita. Mesmo que a tal expressão apreça logo vem um sorriso ou uma macacada. Com a mesma naturalidade e espontaneidade vem a interrogação: "o pai?" quando ele por alguma razão se atrasa. Vem o sorriso cúmplice no meio de uma brincadeira a dois ou a três. Vem um pedido “pai música?!” ou um confiante conforto “o pai sabe!”. Quando a chave entra na porta abre um sorriso: "pai chegou! pai chegou!" Larga o que estiver a fazer e vai a correr para a porta. Abraçam-se e o dia está ganho.

4 comentários:

scaf disse...

:) lindo!
Beijos

LP disse...

A forma como eles reagem com o pai ou com a mãe é sempre diferente. Mesmo que passem o mesmo tempo com ambos.

Sandra disse...

O meu também é muito mãe-dependente mas para as brincadeiras é mais o pai.
Bjs

Xana disse...

Também acho que a convivência e o tempo fazem toda a diferença.

Com a gravidez e o bebé, a I. ficou mto apegada ao pai. Fazem quase tudo juntos!

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