13.1.17

Dá-me uma certa tranquilidade saber que o amor está algures envolvido nesta conversa...

Mãe!
Sim…
Na minha turma há uma menina muito mentirosa!
Então, porque?
Porque disse que outra menina está grávida.
Como grávida? Isso não pode ser porque ela ainda é uma criança…
Claro que pode… se ela gostar de alguém por AMOR!

5.1.17

1 ano

Foi um dia bem passado, nas Avelãs de Ambom, com a “família da Guarda” e os tios e padrinhos de Lisboa que foram para passar uns dias divertidos connosco. O cheiro da lareira agarrou-se-nos à roupa e à pele deixando-nos com a ideia de que o mundo lá fora, no corre-corre do dia a dia, estava parado. Estivemos tranquilos e felizes ainda que, em casa, a avó Nélita desse guerra a uma meio-pneumonia, que nos valeu um susto na véspera de Natal e umas boas horas de espera no hospital.

Na passagem de ano, a menina bebé dançou até de madrugada. Desperta pela novidade de tanta agitação e meio anestesiada pelo sono que, ainda assim, teimou em combater. Os olhos mostraram clara admiração pela roda de gente que se formou à sua volta cantando os parabéns a vocês. Foi assim o primeiro aniversário.

Para registo:

Anda pela casa à nossa procura de gatas, claro, acho mesmo que vai gatinhar a vida toda. Já se põe de pé com a maior das tranquilidades e segura-se até só com uma mão com bastante segurança, mas andar que é bom está quieto! Vai de uma ponta para a outra do sofá, mas rapidamente se atira para o chão e de gatas lá vai. Brinca com alegria e gosto com os irmãos que conhece individualmente e de quem retém coisas diferentes em momentos diferentes.  Ainda ontem, no momento de ir para a cama, se aninhava na almofada do mano J. e quando a chamei para irmos embora virou-me a cara a garrou-se a ele. E eles gostam dela e saboreiam-na como nunca se saborearam uns aos outros e a isso se deve também a diferença de idades. Está a começar a querer falar mãe e pai, a seu jeito, e ontem surpreendeu-me com uma espécie de “cão” quando um rafeiro se atravessou no nosso caminho! Adora uma bola e adorou o Nenuco que recebeu no Natal. Adora pentear-se e finalmente rompei o segundo dente de cima, são agora 4. Está linda!

14.12.16

E as noites?!

Quando se tem um bebé em casa a pergunta é inevitável. Então se o bebé é uma MR, sossegada em tudo e em todos os momentos, a pergunta parece que ganha um novo sentido, quase macabro, como que a dizer “não podem ter sorte em tudo, vá, digam a verdade.” A verdade é esta e é verdade de todos os bebés: as noites são boas, mas, também, às vezes são más. É os dentes, é a tosse, é sei lá que outra fase arranjamos para nos distrairmos do quanto é difícil sair da cama à uma da manhã, ou às duas ou às cinco. A verdade é que custa sempre e que não vai passar nem daqui a uns meses nem daqui a uns anos. O B. no alto da sua “a-doze-escência” ainda há dias gritou o seu tão infantil e doce “mamã”, porque estava mal disposto, eram não sei quantas horas que nem me dei ao trabalho de ver. É assim e pronto! 

Mas já que falamos das noites tenho de dizer que não é tanto o acordar que me custa, (até porque muitas vezes nem chego a acordar, é o pai quem lá vai), o que me custa mesmo é o vaivém e a expectativa do “ficou?”. O que me custa é o momento “dor”. Acho que todos nós pais o conhecemos, é o momento em que os deixamos tranquilos na cama deles e tudo parece indicar que já adormeceram, mas sabemos que nem sempre é assim e, por isso, ficamos mais um bocadinho e eles não mexem, “ficou”, pensamos, “agora ficou mesmo” e ainda damos mais uns segundos, mas já lá vamos de manso retomar o ponto em que largamos o sono. Regressamos à nossa cama, ainda um pouco desconfiados e, por isso, vamos devagar para lhes dar tempo, “se tiver que acordar que seja agora”, não acordou, “ficou”, pensamos, “ficou mesmo”, e enfiamo-nos de novo na cama e retomamos o sabor aos lençóis mornos, e ainda levantamos a orelha felizes por não ouvir nada, “ficou, ficou mesmo” e permitimo-nos relaxar e já estamos mesmo lá, no ponto em que ficou o sono, quando o ouvimos… quase que dói no corpo… queremos ignorar, foi só um barulho, mas não, voltou a acordar e voltamos a sair da cama, e está frio, e temos sono e este é o aquele momento, o momento “dor”, aquele em que a minha maternidade se desconstrói.


Depois há episódios que no dia seguinte até dão para rir, como quando nos atropelamos para chegar à bebé, um ignorando que o outro se levantou ou quando, sonâmbulos, chocamos de frente um já a voltar do quarto e o outro ainda a arrastar-se para lá, ou, ainda, como no outro dia, em que me assustei e dei um grito quando percebi que eu estava de um lado do berço e o pai estava do outro, ou quando entrei no quarto da bebé, meti a chucha, ela dormiu e eu não conseguia encontrar a porta de saída do quarto… enfim, boa noite!!

2.12.16

Atchim...

Está adoentada, constipada, qualquer coisa assim, porque, felizmente, é uma miúda saudável e não sabemos, nem queremos saber, o que é ter filhos doentes! Vai tendo umas febres, mas não perde a facilidade do sorriso como perde o apetite. Hoje, quando sai de casa lá a deixei enroscada na nossa cama com o pai. Ficou nos mimos da avó. Até parece que já lhe sabem bem os dias de mimo e de vontadinhas, é o que é!!

28.11.16

Daqui a nada fazes 1 ano e volto a este espaço

Entraste de supetão na nossa vida. Primeiro foste uma intuição da mãe e depois uma certeza partilhada com o pai. Foste um medo, foste um susto, foste uma alegria! Por tua causa não fomos à festa de final de ano, festa de “finalistas”, do Duarte, coitado, estava tão entusiasmado e acabou por ter de ficar contente com a presença dos avós e dos manos! Por tua causa mudámos ritmos, mudámos agendas, mudamos presenças, mudámos espaços e lugares, mudámos, pronto, mudámos! Mudámos o nosso coração de modo a arranjar espaço para ti e a verdade é que tomaste o teu espaço e fizeste a tua casa na nossa vida e hoje és nossa como nós somos teus. E hoje o mundo é mais rico porque tem em ti uma nova esperança, uma nova oportunidade. Hoje o mundo está mais rico porque tudo em ti é novo, porque nos renovaste e nos fizestes melhores a partir do teu olhar de bebé que explora o mundo. Sê bem-vinda Maria Rita. O mundo é teu vive-o, brinca-o, renova-o. Tu és hoje a nossa nova oportunidade de “Um Mundo Novo”.

Daqui a nada fazes 1 ano. Mais do que a vontade de escrever, veio-me a urgência de te deixar escrita. Há tantas coisas que a nossa memória deita fora de forma traiçoeira. Nos últimos dias voltei a visitar o blog que comecei a escrever quando o Bernardo nasceu. É bom, bom de mais, ver-vos ali descritos e imagino como será bom um dia quando cada um de vocês se ler, ler os irmãos, ler a mãe e o pai. Se calhar, espero que sim, vão conhecer-se melhor e conhecer melhor a nossa família. Assim o espero e, por isso, para que também tu, Maria Rita, tenhas o teu momento aqui, nestas linhas, neste blog, volto a escreve-lo.

Daqui a nada fazes 1 ano. Já fazes tanta coisa, tanta gracinha, tanta brincadeira. És já tão nossa que nem sei por onde começar. Foste desde sempre a nossa “bebé paz”. Ainda que nos tenha custado, pai e mãe, horrores voltar a ter um recém-nascido em casa a verdade é que tu foste o bebé ideal. Um choro fácil de acalmar com a maminha da mãe que tão bem aproveitaste (nota: mama exclusiva até aos 6 meses e depois com a alimentação até aos 8 meses). No porta-bebés andavas tranquila e fizemos a nossa vida familiar sem sobressaltos, ou com os sobressaltos já esperados. Entre o futsal dos manos e as suas outras atividades, e o MBA do pai, lá fomos planeando horários, estudando idas e vindas e tudo correu bem. Sempre aconchegadinha, que a menina não gosta de apanhar frio. Mas, uma peste no carro. Que raio de choradeira pregavas tu no carro! Lá ia a família toda a cantar “eu tenho um amigo/ que anda sempre comigo…”. Não houve cólicas nem não houve febres, lá está, uma bebé tranquila…

Fizemos imensa praia e foi precisamente, na praia, em Carcavelos, que aprendeste a sentar. Tinhas 6 meses. Chegávamos cedo, tomavas uma banhoca “chap-chap” dormias uma soneca e regressávamos a casa. Enquanto isso os manos brincavam, nadavam e comiam bolas de Berlim, toma! Fizemos esta rica vida durante quase dois meses. Foi um verão muito bom e muito desfrutado não apenas na praia, mas, como não podia deixar de ser, na aldeia, nas Avelãs de Ambom, e também fizeste a tua primeira viagem de avião, rumo aos Açores.

Ainda antes foste batizada. Foi no dia de aniversário do “mano velho” e ele ficou tão contente. Os tios Carla e Valter tão orgulhosos do seu novo papel de padrinhos da nossa menina! A família vestiu-se de festa e tu nasceste de novo na fé que nos une e que dá sentido aos nossos dias.
Com dois dentes já de fora, que aqui sim, nos valeram umas belas noites sem dormir, foste tu para a escolinha. Tinhas quase 8 meses. Foi um misto de emoções regressar ao Pombal. Deste-te muito bem com as “tias” e ficaste logo em casa ao fim da primeira semana. O pai, que também gozou de 3 meses extra de licença, saboreou-te até ao tutano. E aos poucos e poucos a nossa vida lá vai entrando novamente nos eixos, seja lá isso o que for.

A partir de hoje procurarei registar os dias e os episódios, de modo a que um dia todos possamos rir e chorar com o que fomos e com o que fizemos dos nossos dias!

3.10.14

ainda no pré-pré adolescência

Coisas esquisitas e não necessariamente más:

Ter um filho do meu tamanho
Ter um filho que calça mais do que eu
Ter um filho que me telefona a dizer: "já cheguei!"
Ter um filho que comenta notícias
Ter um filho a quem pedimos: "vai ali ajudar o teu irmaõ a tomar banho"
Ter um filho a quem pedimos: "desliga aí a panela que está no fogão!"
Ter um filho que vai a jantares de aniversário de amigos (foi só um, sim, mas o pior é começar)
...

(e por aí adiante)

2.10.14

pré-pré adolescência

Top frases:

"Vocês não me dão liberdade nenhuma!"
"Porque é que tenho de fazer tudo o que vocês querem?!!"
"Não mexas na minha mochila"
...

pelo sim, pelo não estou a enriquecer a minha biblioteca na secção "adolescência"


Blog Archive