29.11.07

com inspiração vinda de vários sitios

O “meu” Natal nunca foi de casa cheia nem de ajuntamentos de família. Aconteceu, sim, algumas vezes das quais não tenho memória e por isso não o posso chamar de “o meu Natal”. Tenho apenas uma ideia vaga de um Natal numa casa que não era minha e nem sei se a teria nessa altura porque houve um tempo em que não tive casa. Lembro-me ou penso que me lembro (às vezes de tanto se ouvirem histórias pensamos que as vivemos) de sairmos todos para a Missa do Galo e no regresso lá estava os presentes na árvore. Agora que escrevo isto tenho quase a certeza que não me lembro disto mas de me o terem contado.

No meu Natal havia um presente para cada um. Um. O presente. Embora com o tempo as coisas tenham mudando um pouco. À noite lá deixávamos os sapatinhos debaixo da árvore. Lembro-me, isso sim, da excitação do acordar. Sim, os presentes só chagavam pela noite dentro e eram aberto de manhã. Continuo a fazer isto com os meus filhos até porque não os consigo ter acordados até à meia noite. Era sempre a primeira. Acho que isto é privilégio dos irmãos mais novos. Não me lembro do pai Natal e nunca lhe escrevi. É uma figura que não faz parte do meu imaginário. Digo isto sem qualquer tipo de lamúria nem tão pouco de distanciamento ou até mesmo de “superioridade”. Mas, lá em casa o Natal era e ainda é do Menino Jesus. Hoje sinto dificuldade em manter as coisas desta forma. Hoje o Pai Natal está mais à vista. Ainda hoje e referindo-se aos desejos dos netos a minha mãe pergunta pelos presentes que pedem ao Menino Jesus. Sempre houve árvore de Natal, presépio. Missa do Galo, por regra, acho que só numa fase mais crescida. Deitar cedo e cedo erguer.

Dá árvore lembro-me das bolas e sinos de chocolate que a minha distribuía pelos ramos e que nós podíamos comer apenas no dia de a desmanchar. Não sei como o fazia. Olhando para os meus filhos parece-me uma coisa impossível.Na mesa Natal é aletria e azevias de grão. Para mim é o que basta. O bacalhau, claro e o peru no dia seguinte. O dia seguinte, o do Natal, era o dia das experimentações e das exibições. O dia de ir à missa pela manhã. Jesus nasceu! O Dia de beijar o menino.

2 comentários:

Mãe Frenética disse...

engraçado como me lembrei de algumas coisas dos meus natais q ja julgava esquecidas ao ler este post...

GE disse...

Olá, realmente os Natais agora são mto diferentes do antigamente. Acho que agora corremos demasiado e gastamos bastante para que tudo corra bem, e depois em algumas horas vai-se o encantamento, deviamos dar mais valor às pequenas coisas e que por vezes valem tanto.

Bjinhos

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